Milão – Parte III

12 Fevereiro, 2014 0 Por Piki

O segundo dia em Milão começou cedo, pequeno-almoço no Hostel (baaaaasicoooo!!) e pés a caminho do Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo Da Vinci para gozarmos o último dia na capital da moda.

O museu dedicado a Leonardo Da Vinci é o maior no ramo da ciência e tecnologia em Itália e merece sem dúvida uma visita (10€). Tem diversas salas com temas distintos, gostámos imenso da ala das engenhocas do Leonardo Da Vinci, do pavilhão das locomotivas, dos laboratórios interactivos (perdemo-nos no tempo a jogar o jogo do galo contra um computador com um braço biónico). No exterior dos vários edifícios que constituem o museu podemos encontrar o submarino S-506 Enrico Toti, ao qual pode ser feita uma visita guiada por 8€, não a fizémos por falta de tempo mas deve ser giro à brava.

Saímos literalmente a correr do museu para a Igreja Santa Maria delle Grazie, tínhamos horário marcado para a próxima visita e já estávamos atrasados… É no refeitório do convento que podemos encontrar uma das obras mais célebres de todo o mundo, A Última Ceia de Leonardo Da Vinci.
Durante a Segunda Guerra Mundial a igreja foi alvo de duros bombardeamentos, no entanto o mural da Última Ceia conseguiu permanecer até aos dias de hoje, tendo já sofrido bastantes intervenções para restauro.

Quem quiser fazer esta visita tem de se antecipar, a venda dos bilhetes começa 3 meses antes do dia em que a pessoa tenciona ir e esgota com muita rapidez. Por exemplo, a minha visita foi dia 28 de Setembro, dia 5 de Junho às 6.30h da manhã abriu a venda online de bilhetes e comprei logo bem cedo os bilhetes para dia 28, caso contrário arriscava-me a não conseguir visita.

Nada de fotografias, só entram 25 pessoas de cada vez e permanecem apenas 15 minutos lá dentro, com um intervalo de 10 minutos entre grupos para evitar que a obra se deteriore ainda mais…

Os bilhetes podem ser comprados no site http://www.vivaticket.it/?op=cenacoloVinciano
e custam 8€ por pessoa 6,50€ do bilhete +  1,50€ da reserva. Como a data da nossa visita coincidiu com as Jornadas Europeias do Património, cerca de um mês depois de comprar os bilhetes contactaram-me por email e fui reembolsada pelos bilhetes comprados, porque nos dias em que decorrem as jornadas não se pagam entradas nos monumentos que aderem à iniciativa.

De seguida, e como tinha visto imensas opiniões positivas, fomos procurar o Ristorante Al Pozzo em Brera. Chegámos lá e estava fechado, fica para uma próxima… Sem problema, na porta em frente havia outro que nos pareceu bem e devo confessar que foi uma verdadeira surpresa!
Naquela rua calma o restaurante La Petite Cave, serviu-nos na esplanada um almoço de chorar por mais. Por 12€ o menu, podíamos escolher uma entrada, prato principal e uma bebida. Escolhi para entrada melão com presunto, prato principal risotto à milanesa, e um o copo de vinho, claro está, à escolha de entre uma grande variedade de garrafas. Tudo bem servido, qualidade excelente e um preço justíssimo. O empregado era super simpático, arranhava um “portunhol” e teve imenso tempo na conversa connosco. Sem dúvida que lá volto na minha próxima ida a Milão!

Após o descanso fomos até à Pinacoteca de Brera e como também este museu tinha aderido às Jornadas Europeias do Património não pagámos entradas, mas normalmente é 6€! A galeria é grande e um pouco confusa, mas nada que um mapa distribuído à entrada não ajude. Tem uma grande quantidade de arte sacra que não me motiva especialmente mas compensa com obras como “O Beijo” de Francesco Hayez, “O Casamento da Virgem” de Raffaello ou a sombria “Ceia de Emaus” de Caravaggio.

Pinacoteca de Brera

Acabámos a tarde no Castelo Sforzesco que fica muito perto da Pinacoteca.
Quando se passam os portões para entrar no recinto do castelo parece que ali dentro o tempo parou (tirando os senhores que lá andam a impingir pulseirinhas), é engraçado ver o contraste entre a cidade que evoluiu em volta do castelo do século XV. Como já era tarde e os pés começavam a pedir misericórdia ficámos pelos jardins e não fomos visitar os museus que o castelo alberga.
Na Idade Média, os Jardins do Castelo ou Parque Sempione era o bosque onde a família Visconti caçava, tornou-se público no século XIX e hoje em dia é a maior área verde de Milão. O parque é polivalente e tanto vemos pessoas a fazer jogging como famílias a fazer pic-nics. Achámos imensa piada encontrar lá a tocar os “Triciclo Vivo” um grupo de D&B português.

A noite foi passada em Brera, o bairro é muito giro e o mais boémio de Milão, faz lembrar um pouco o bairro do Marais em Paris, alegre e descontraído. Escolhemos o bar Brera para o aperitivo, aqui pagámos 6€ pela bebida, mas nem o buffet nem o serviço era tão bom como no Manhattan…
A noite não acabou tarde, no dia seguinte íamos bem cedinho para Florença.